Prêmio Jabuti - Livro do Ano Não Ficção
Prêmio Jabuti - Livro do Ano Não Ficção | |
|---|---|
| Local | São Paulo |
| País | |
| Primeira cerimónia | 1993 |
| Última cerimónia | 2017 |
| Detentor | CBL |
Sítio oficial | |
Livro do Ano Não Ficção é uma das categorias do Prêmio Jabuti, tradicional prêmio brasileiro de literatura que é realizado desde 1959.[1]
História |
A categoria "Livro do Ano Não Ficção" foi criada em 1993, dois anos depois da criação da categoria equivalente para livros de ficção, com o objetivo de oferecer um prêmio em dinheiro maior do que o das demais categorias. O primeiro vencedor foi Caco Barcellos com o livro-reportagem Rota 66 - A História da Polícia que Mata.[2][3][4]
Diferente das categorias tradicionais do Prêmio Jabuti, que são escolhidas por três jurados cujos nomes ficam em sigilo até a cerimônia de premiação, o vencedor da categoria "Livro do Ano Ficção" é escolhido a partir de votação realizada entre os profissionais do mercado editorial, que escolhem um dos livros vencedores nas categorias de não ficção (em 2017 eram: "Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia", "Biografia", "Engenharias, Tecnologias e Informática", "Ciências Humanas", "Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática", "Ciências da Saúde", "Comunicação", "Didático e Paradidático", "Direito", "Economia, Administração e Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer", "Educação e Pedagogia", "Gastronomia", "Psicologia, Psicanálise e Comportamento", "Reportagem e Documentário" e "Teoria / Critica Literária, Dicionários e Gramáticas"). Até 2010, os três primeiros colocados de cada categoria era elegíveis por serem, pelo regulamento, considerados vencedores. A partir de 2011, apenas a obra contemplada com o primeiro lugar passou a ser elegíveis para o "Livro do Ano Não Ficção".[5][6][7]
Em 2018, as categorias "Livro do Ano Ficção" e "livro do Ano Não Ficção" foram reunidas em apenas uma, chamada simplesmente "Livro do Ano", com uma premiação em dinheiro de valor maior do que nos anos anteriores e contemplando os livros dos Eixos Literatura e Ensaios (portanto, voltando tanto para livros de ficção quanto de não ficção).[8][9][10]
Vencedores |
Ano | Vencedor(a) | Obra | Editora | Nota(s) |
|---|---|---|---|---|
| 1993 | Caco Barcellos | Rota 66 - A História da Polícia que Mata | [11] | |
| 1994 | Gilberto Dimenstein | O Cidadão de Papel | ||
| 1995 | Stephen Charles Kanitz | O Brasil que dá Certo | ||
| 1996 | Ruy Castro | Estrela Solitária | ||
| 1997 | Roberto Campos | Antologia do Bom Senso | ||
| 1998 | Carmen Lúcia Azevedo, Márcia Camargos e Vladimir Sacchetta | Monteiro Lobato - Furacão na Botocúndia | ||
| 1999 | Lilia Moritz Schwarcz | As Barbas do Imperador | ||
| 2000 | Dráuzio Varella | Estação Carandiru | ||
| 2001 | Fernando Morais | Corações Sujos | ||
| 2002 | Ruth Rocha e Anna Flora | Escrever e Criar. Uma Nova Proposta! | ||
| 2003 | João Paulo Capobianco | Biodiversidade na Amazônia Brasileira | ||
| 2004 | Caco Barcellos | Abusado | ||
| 2005 | Francisco Alberto Madia de Souza | Os 50 Mandamentos do Marketing | ||
| 2006 | Ruy Castro | Carmen - Uma Biografia | ||
| 2007 | Ivana Jinkings e Emir Sader | Latinoamericana: Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe | ||
| 2008 | Laurentino Gomes | 1808 | ||
| 2009 | Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (organizadores) | Monteiro Lobato: Livro a Livro | ||
| 2010 | Maria Rita Kehl | O Tempo e o cão | ||
| 2011 | Laurentino Gomes | 1822 | ||
| 2012 | Miriam Leitão | Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda | ||
| 2013 | Audálio Dantas | As Duas Guerras de Vlado Herzog | ||
| 2014 | Laurentino Gomes | 1889 | ||
| 2015 | Marcelo Godoy | A Casa da Vovó - Uma Biografia do Doi-Codi | ||
| 2016 | Nei Lopes e Luiz Antonio Simas | Dicionário da História Social do Samba | ||
Eduardo Jardim | Eu sou trezentos: Mário de Andrade – Vida e Obra | |||
| 2017 | Magda Soares | Alfabetização: a questão dos métodos |
Referências
↑ «Premios Revelação de Autor: 400 mil cruzeiros; a entrega dos Jabutis-58». Folha de S.Paulo: 12. 26 de novembro de 1959
↑ «Rachel de Queiroz ganha Prêmio Jabuti». Folha de S. Paulo. 8 páginas. 20 de agosto de 1993
↑ Prêmio Jabuti. 50 anos. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 2008. p. 61-86. ISBN 978-85-7060-647-1
↑ José de Souza Muniz Jr. (2013). «Sociologia de um prêmio: novas coordenadas da consagração no campo editorial brasileiro (1991-2000)» (PDF). Acta Científica XXIX Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. ISBN 978-956-19-0828-4
↑ «Jabuti divulga seus ganhadores». Publish News. 1 de novembro de 2017
↑ Ivan Finotti (27 de novembro de 2010). «Após polêmica envolvendo Chico Buarque, editores sugerem mudanças no Jabuti». Folha de S. Paulo
↑ «Prêmio Jabuti anuncia 'mudanças significativas' em sua 53ª edição». G1. 22 de março de 2011
↑ «Jabuti diminui categorias e aumenta valor dos prêmios». Publish News. 15 de maio de 2018
↑ «Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante». O Estado de S. Paulo. 15 de maio de 2018
↑ «Prêmio Jabuti completa 60 anos e aposta em novo modelo: "vamos fazer escola"». IG. 27 de maio de 2018
↑ «Livro do Ano». Site oficial do Prêmio Jabuti