Capitania do Rio Grande




Coordenadas: 5.74° S 36.55° O





















































Capitania do Rio Grande do Norte
Captania do Rio Grande do Norte


Capitania








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1530 – 1822

Bandeira Província do Rio Grande do Norte.svg→



Brasão (Brasil Holandês) de Rio Grande do Norte


Brasão (Brasil Holandês)






Continente

América do Sul

Capital

Natal

Língua oficial

Português

Religião

Católica romana

Governo

Monarquia Absoluta

Governador

 • ? - ?
João Rodrigues Colaço (Primeiro)[1]

História

 • 1530
Fundação
 • 1822
Dissolução


A Capitania do Rio Grande ou Capitania do Pará[2] foi uma das capitanias do Brasil durante o período colonial, administrada por João de Barros, historiador lusitano, e Aires da Cunha. Território da foz do rio Jaguaribe a norte, até a baía da Traição a sul, realizando divisa com a Capitania de Itamaracá. Basicamente ficava no saliente norte mas seu lime oeste é alvo de debates acadêmicos; de todo modo mesmo seu lime sul recuou via guerras francesas excepto quando anexou o seridó centro ocidental.[3]




Índice






  • 1 História


  • 2 Território


    • 2.1 Perdas Territoriais




  • 3 Síntese histórica por século


  • 4 Ver também


  • 5 Bibliografia


  • 6 Referências


  • 7 Ligações externas





História |


A Capitania do Rio Grande constituiu o segundo lote doado a João de Barros e a Aires da Cunha. Em 1535 vieram ocupar as terras, acompanhado também por Fernão Álvares de Andrade. Tendo o empreendimento de ambos sido direcionado ao primeiro lote (a Capitania do Maranhão), devido às dificuldades ali encontradas em 1535, este segundo lote permaneceu abandonado.


Após a primeira tentativa fracassada de colonização, em 1555 houve outra sendo também mal sucedida. A presença francesa na costa da capitania, aliado aos grupos indígenas locais, dificultaram o desenvolvimento português na região.[3] Em 1597 ocorreu a terceira tentativa de colonização das terras potiguares, ordenada por D. Francisco de Souza, fidalgo lusitano então Governador Geral do Brasil, em definitivo onde em 1598 estabeleceu-se a Fortaleza dos Reis e, em 1599 seria a Cidade de Natal.[3]


Ao fim do século XVI, já no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), para conter a ameaça dos contrabandistas franceses de pau-brasil naquele litoral, Filipe II de Espanha ordenou ao capitão Alexandre de Moura, que, com o auxílio do Capitão-mor da Capitania da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho, seguissem para o Rio Grande, para estabelecer uma colônia e um forte, e dar combate aos franceses, ali associados com os potiguaras (1597).


A foz do rio Potenji foi alcançada em 25 de dezembro de 1597, pelo capitão-mor da Capitania de Pernambuco, Manuel de Mascarenhas Homem, que ali ergueu um primeiro núcleo defensivo - o embrião da Fortaleza da Barra do Rio Grande, preparando o terreno para a futura cidade do Natal. Feliciano Coelho de Carvalho uniu-se a ele em abril do ano seguinte (1598), e em junho ambos retornaram a Pernambuco, deixando os trabalhos da fortaleza e povoação nascentes a cargo de Jerônimo de Albuquerque Maranhão (1548-1618). Em 25 de dezembro de 1598 foi inaugurada a Igreja Matriz da povoação fundada a cerca de três quilômetros da barra, que passou a ser denominada povoação do Natal.


O Forte dos Reis Magos foi conquistado em 1633 e ocupado pelos neerlandese até ao fim da invasões holandesas do Brasil (1630-1654).


Subordinada ao governo-geral do Estado do Brasil, a capitania do Rio Grande ficou subordinada à Capitania de Pernambuco a partir de 1701.


Pelo Aviso de 7 de outubro de 1807 a Coroa portuguesa solicitou ao governador do Rio Grande do Norte, tenente-coronel José Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, informações do que convinha fazer para a defesa daquela capitania. A resposta, em um detalhado memorial, acarretou na construção de diversas fortificações ligeiras, erguidas no ano seguinte (1808), concomitantes com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil no contexto da Guerra Peninsular.


Com a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves (1815), passou à categoria de província. Envolveu-se na Revolução Pernambucana (1817), instalando-se uma junta de governo provisório em Natal. Com a Proclamação da República Brasileira (1889), transformou-se em estado.



Território |


Originalmente foi em área uma das maiores capitanias da América portuguesa, mas sua primeira perda territorial se deu quando a então capitania vizinha também sofreu sua grande perda territorial frente a coroa, só que nos séculos posteriores a perda seria do lado oeste via expansão pecuarista cearense. Depois de todas essas perdas de território e soberania, restou um território que corresponde a mera fração de sua área original.



Perdas Territoriais |


Embora originalmente fosse das maiores capitanias do Brasil, o território do Rio Grande sofreu muitas perdas. A oeste, a capitania do Ceará ao se expandir pro sul via pecuária tomou grande área do Rio Grande do Norte. A anexação do sudeste de Itamaracá pelo nordeste pernambucano acabou se refletindo no Rio Grande do Norte., já que para compensar territorialmente a recém-criada capitania da Paraíba (ex-nordeste de Itamaracá), se retirou parte do sudeste do Rio Grande do Norte.



Síntese histórica por século |



  • XV: Alegada visita de Vicente Pinzon entre o Cabo de São Roque e o Cabo Branco.

  • XVI: Navegadores franceses e ingleses comercializam no litoral da capitania em associação com os Potiguaras.

  • XVII: Os potiguaras são cada vez mais empurrados para o Norte pelos portugueses em retaliação a suas alianças comerciais com os franceses e ingleses. Nova Amsterdã se torna uma das três principais centros da Nova Holanda.

  • XVIII: O Rio Grande do Norte (antigo Siará Mirim ou Siará do Leste)[carece de fontes?] assim como outras capitanias vizinhas perde a soberania para Pernambuco, mas ao contrário destas (mais populosas), só recuperaria sua soberania mais de meio século após a anexação no século XIX.

  • XIX: O Rio Grande do Norte recupera sua soberania político-administrativa.



Ver também |


  • Lista de governadores do Rio Grande


Bibliografia |




  • CASCUDO, Luís da Câmara. História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura/Serviço de Documentação. 1955.

  • LOPES, Fátima Martins (org.). Catálogo de Documentos Manuscritos Avulsos da Capitania do Rio Grande do Norte (1623-1823). Natal: EDUFRN, 2000.

  • MEDEIROS, Tarcísio. Aspectos geopolíticos e antropológicos da História do Rio Grande do Norte. Natal: Imprensa Universitária, 1973.



Referências




  1. ↑ http://www.tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_3d.htm


  2. ↑ Villalta, Luiz Carlos; Antunes, Priscila Carlos Brandão. «Capitanias_Hereditarias». Projeto de Bolsas Acadêmicas Especiais (PAE). Faculdade de filosofia e ciências humanas (FAFICH UFMG). Consultado em 24 de agosto de 2017 


  3. ↑ abc MALULY, Vinicius. «Capitania do Rio Grande». Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa (BiblioAtlas). Consultado em 24 de agosto de 2017 



Ligações externas |



  • Projeto Resgate: Catálogo de documentos manuscritos avulsos referentes à Capitania do Rio Grande do Norte existentes no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa

  • Mecanismo de busca no banco de dados do Projeto Resgate




























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