Senzala









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Maquete representando uma senzala na Fazenda do Ciclo do Café, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, no Brasil


As senzalas eram grandes alojamentos que se destinavam à moradia dos escravos nos engenhos e fazendas do Brasil colônia e do Império do Brasil entre os séculos XVI e XIX.[1]




Índice






  • 1 Etimologia


  • 2 Descrição


  • 3 Atualmente


  • 4 Referências


  • 5 Bibliografia





Etimologia |


"Senzala" se originou do termo quimbundo sanzala através de dissimilação.[2] A origem do termo é africana, valendo o mesmo que "morada", "habitação". É termo conhecido desde a segunda metade do século XVI.



Descrição |


Era o que Joaquim Nabuco dizia ser "o grande pombal negro". Sempre, em sua frente, havia um grande tronco com uma corda para enforcar e surrar escravos, chamado de pelourinho. Como os escravos eram considerados pelos seus senhores como amaldiçoados por Deus e seres sem alma, os donos de fazenda achavam-se no direito de castigá-los pois acreditavam que, fazendo isso, ganhariam uma bênção de Deus. Além de, com isso, colocar medo nos escravos, já que todos os castigos eram feitos em frente de todos os habitantes da senzala. As senzalas tinham grandes janelas com grandes grades e seus moradores só saíam de lá para trabalhar, apanhar e ir à missa. Os escravos praticamente sempre dormiam em palha ou em chão duro de terra batida. Os homens viviam separados das mulheres e das crianças.


Elas existiram durante toda a fase de escravidão (entre os séculos XVI e XIX) e eram construídas dentro da unidade de produção (engenho, mina de ouro e fazenda de café). As senzalas eram galpões de porte médio ou grande em que os escravos passavam a noite. Muitas vezes, os escravos eram acorrentados dentro das senzalas para se evitar as fugas. Costumavam ser rústicas, abafadas (possuíam poucas janelas) e desconfortáveis. Eram construções muito simples feitas geralmente de madeira e barro e não possuíam divisórias.



Atualmente |


Algumas fazendas do interior do Brasil preservaram estas senzalas, que, hoje, são visitadas como pontos turísticos. Elas mostram um aspecto muito importante da história do país: a crueldade com que os africanos foram tratados durante séculos no Brasil.[3]
Atualmente, algumas antigas fazendas de café situadas na Região Sudeste do Brasil ainda conservam senzalas que podem ser visitadas por turistas. No Vale do Paraíba, há numerosas sedes de propriedades rurais utilizadas para a filmagem de telenovelas, sobretudo nos municípios fluminenses de Vassouras, Valença e Cantagalo.



Commons

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Referências




  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa'. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 571.


  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa'. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 571.


  3. http://www.suapesquisa.com/colonia/senzala.htm



Bibliografia |




  • FREYRE, Gilberto, Casa Grande e Senzala


  • MORAES, Evaristo de. A escravidão africana no Brasil, das origens à extinção. Brasília, Ed.UnB, INL, [1933]. 1986.

  • Fernando A. Novais, Luiz Felipe de Alencastro, Nicolau Sevcenko História da vida privada no Brasil





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