Praça dos Três Poderes







































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Praça dos Três Poderes

Brasília, Brasil

Praça dos Três Poderes em Brasília.jpg
Tipo
praça



Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Brasil, é um amplo espaço aberto entre os três edifícios monumentais que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e o Congresso Nacional (Legislativo). Como em quase todos os logradouros da cidade, a parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram concebidas por Oscar Niemeyer com projetos estruturais de Joaquim Cardozo.[1][2][3][4]




Índice






  • 1 Características


  • 2 Congresso Nacional


  • 3 Supremo Tribunal Federal


  • 4 Palácio do Planalto


  • 5 Palavras de Lúcio Costa


  • 6 Ver também


  • 7 Referências


  • 8 Ligações externas





Características |




A Praça dos Três Poderes. Em primeiro plano a escultura "Os Candangos" com o Palácio do Planalto ao fundo.


A Praça dos Três Poderes, localizada no extremo leste do Plano Piloto, é um espaço aberto que mede aproximadamente 120 x 220 metros, de modo que os prédios representativos dos poderes não se sobressaíssem um diante dos outros, em atenção ao princípio de que os poderes são harmônicos e independentes e, portanto, têm o mesmo peso.


Não é uma praça tradicional, pois não possui árvores nem qualquer outro elemento que proporcione sombra às pessoas que nela permanecem. De vegetação, somente as palmeiras imperiais que circundam a grande superfície de água à altura do Congresso Nacional.


Como os edifícios em volta da praça, nas orientações norte e sul, ocupam área reduzida em relação à área total do logradouro, obteve-se um efeito escultórico impressionante. Durante a noite, causa expressivo efeito o jogo de luzes dirigidos às colunas dos brancos palácios, sugerindo estarem suspensos no ar.




O Mastro da Praça dos Três Poderes guardando a Bandeira do Brasil, com o Congresso Nacional ao fundo.


Além dos palácios, a Praça dos Três Poderes, inclui as esculturas Os Guerreiros, de Bruno Giorgi (mais conhecida como Os Candangos[5]), considerado um símbolo de Brasília, e A Justiça, escultura de Alfredo Ceschiatti, em frente ao STF. Pode-se ver ainda a Pira da Pátria e o Marco Brasília, em homenagem ao ato da Unesco que considerou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.


Na face leste da praça está o Museu Histórico de Brasília, em cuja fachada se pode admirar uma escultura da cabeça de Juscelino Kubitschek. Na Praça encontra-se ainda o Pombal, uma escultura de Niemeyer, em concreto, encomenda da primeira dama Eloá, mulher do presidente Jânio Quadros.


A praça também abriga o Mastro da Bandeira, um monumento de autoria de Sérgio Bernardes de cem metros de altura. A Lei 5.700/71 determina a presença perene de uma bandeira nacional. Segundo o Livro Guinness dos Recordes, esta é a maior bandeira hasteada do mundo medindo, 286 m2. Ela é substituída todo primeiro domingo de cada mês em cerimônia solene.[6][7]


Na face oeste, está o Panteão da Pátria, construído em homenagem ao presidente Tancredo Neves e que poderá vir a abrigar os restos mortais de ilustres figuras brasileiras. Sua forma sugere a imagem de uma pomba. No salão principal podem ser admirados o vitral de Marianne Peretti e o painel sobre Inconfidência Mineira, de João Câmara. No Salão Vermelho, pode-se apreciar o painel de Athos Bulcão. Já tiveram seus nomes inscritos no livro de aço lá exposto, os nomes de várias personalidades históricas.


O Espaço Lúcio Costa, situado sob o piso da praça, mostra uma maquete de Brasília, com 179 metros quadrados.


O Espaço Oscar Niemeyer, está localizado na parte posterior da Praça dos Três Poderes. É uma edificação cilíndrica, com área de 433m2, onde se podem admirar os trabalhos (painéis, desenhos e fotos) que representam as obras deste arquiteto. Apesar de um pouco retirado, com relação aos demais monumentos, é considerado parte da praça.


A Praça dos Três Poderes é ponto de visitação turística e de concentrações populares, não só as cívicas, como a troca da guarda do palácio presidencial e o hasteamento da bandeira, mas também das grandes manifestações de reivindicação e protesto.





Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes: a esquerda (sul) o poder judiciário (Supremo Tribunal Federal - nº 3), no centro o poder legislativo (Congresso Nacional - nº 12) e a direita a sede do poder executivo (Palácio do Planalto - nº 16).




Congresso Nacional |





Congresso Nacional do Brasil.



Ver artigo principal: Palácio Nereu Ramos

Em seus depoimentos, Oscar Niemeyer declara que o Edifício do Congresso Nacional é sua realização predileta. Cartão-postal de Brasília, com sua concepção plástica arrojada, a sede do Poder Legislativo brasileiro é um conjunto de construções onde se destacam as duas cúpulas representando os plenários: a cúpula maior (côncava) do plenário da Câmara dos Deputados e a cúpula pequena (convexa), que abriga o plenário do Senado Federal.


Na face voltada para a Praça dos Três Poderes, possui um espelho d’água. No anexo I, formado por dois prédios verticais de 28 pavimentos, com cem metros de altura, funciona a administração das duas casas legislativas. Ao longo dos anos, outros anexos foram sendo construídos, fora da área da praça, para novos gabinetes parlamentares e instalação de escritórios para as atividades de apoio.


Compõem o prédio o Salão Negro, o Salão Verde, o Salão Nobre, os Plenários da Câmara e do Senado, bem como as galerias (que unem o prédio principal aos anexos tanto na Câmara como no Senado) e a chapelaria no Senado. Na chapelaria existe um pequeno museu com o mobiliário do antigo Senado, que funcionou no Palácio Monroe no Rio de Janeiro. O Congresso possui um acervo artístico expressivo, com obras de Di Cavalcanti, Alfredo Ceschiatti, Marianne Peretti, Fayga Ostrower, Carybé e Maria Bonomi.



Supremo Tribunal Federal |




O Palácio do Supremo Tribunal Federal, sede do Poder Judiciário.



Ver artigo principal: Palácio do Supremo Tribunal Federal

O prédio de colunas externas segue o mesmo modelo criado para o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada. Prédio moderno, o Supremo possui obras de arte distribuídas por seus espaços e um museu com um plenário da antiga sede do Rio de Janeiro, além de móveis, togas e objetos pessoais de ex-ministros. Em exposição permanente, a história das leis e de todas as Constituições do país.


O prédio situado na praça é usado para solenidades e para as sessões plenárias. Os serviços administrativos funcionam em anexos construídos ao longo do tempo.



Palácio do Planalto |




O Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo.



Ver artigo principal: Palácio do Planalto

Conhecido oficialmente como Palácio do Planalto, é a sede do Poder Executivo do Brasil. É revestido de mármore branco e da fachada principal, voltada para a Praça dos Três Poderes, são visíveis apenas quatro andares, embora a edificação possua subsolos e anexos administrativos.


As reuniões ministeriais são realizadas no amplo salão onde está instalada a imponente mesa oval, no segundo andar. O Gabinete Presidencial está localizado no terceiro andar, ao lado dos Gabinetes Civil e de Segurança Institucional. Uma ampla rampa, em espiral, une esses dois pisos. Ainda no segundo andar, estão localizados os salões Leste e Oeste, onde são realizadas as cerimônias de entrega de credenciais de diplomatas estrangeiros, assinaturas de leis e tratados ou de posse de ministros de Estado.



Palavras de Lúcio Costa |





Panteão da Pátria.



  • Eu queria que a Praça dos Três Poderes fosse um Versalhes, não um Versalhes do rei, mas um Versalhes do povo, tratado com muito apuro.

  • Meu objetivo era acentuar o contraste da parte civilizada, de comando do país, com a natureza agreste do cerrado.


  • Só depois [que ficou pronta] é que verifiquei o quanto [a Praça dos Três Poderes] se assemelha à Praça da Concórdia, em Paris.

  • A Praça dos Três Poderes é um exemplo contemporâneo, com o valor, a presença das tradicionais praças antigas.



Ver também |



  • Brasília

  • Bandeira do Brasil

  • Congresso Nacional

  • Palácio do Planalto

  • Supremo Tribunal Federal



Referências




  1. ↑ «Niemeyer e Joaquim Cardozo: uma parceria mágica entre arquiteto e engenheiro». EBC. Consultado em 29 de dezembro de 2018 


  2. ↑ «Brasília 50 anos» (PDF). VEJA. Consultado em 19 de janeiro de 2014 


  3. ↑ «PINI Web - O engenheiro da poesia». 1 de agosto de 1998. Consultado em 25 de outubro de 2008 


  4. ↑ «Joaquim Cardozo». Museu Virtual de Brasília. Consultado em 17 de janeiro de 2016 


  5. ↑ «Dois Guerreiros ou Os Candangos homenageia quem construiu Brasília». Consultado em 18 de setembro de 2015 


  6. ↑ «Atrações turísticas». STF. Fevereiro de 2007. Consultado em 27 de maio de 2012 


  7. ↑ «PATRIOTISMO - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público». patriotismo.org.br. 2012 [última atualização]. Consultado em 21 de agosto de 2012  Verifique data em: |ano= (ajuda)



Ligações externas |


  • Memorial do Plano Piloto de Brasília






























































































  • Portal de arquitetura e urbanismo
  • Portal do Brasil
  • Portal de Brasília



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