Togo




Coordenadas: 8° 15' N, 1° 11' W





























































































































République Togolaise
República Togolesa











Bandeira do Togo

Brasão República do Togo


Bandeira

Brasão de armas do Togo


Lema: "Travail, Liberté, Patrie"
("Trabalho, Liberdade, Pátria")

Hino nacional: Salut à toi, pays de nos aïeux
"Te saudamos, terra dos nossos antepassados"



Gentílico: togolês(a)[1]


Localização República do Togo




Capital

Lomé
6° 7' N 1° 13' E

Cidade mais populosa
Lomé

Língua oficial

Francês

Governo

República presidencialista
 - Presidente

Faure Gnassingbé
 - Primeiro-ministro

Komi Sélom Klassou

Independência
da França 
 - Data
27 de abril de 1960 

Área
 
 - Total 56.785 km² (122.º)
 - Água (%)
4,2
 Fronteira

Burkina Fasso (N), Benim (E), e Gana (W)

População
 
 - Estimativa para 2008
5.858.673 hab. (106.º)
 - Densidade
100 hab./km² (75.º)

PIB (base PPC)
Estimativa de 2007
 - Total US$ : 5,132 bilhões (154.º)
 - Per capita
US$ : 806 (166.º)

IDH (2017)
0,503 (165.º) – Predefinição:Muito baixo[2]

Moeda

Franco CFA (XOF)

Fuso horário
(UTC+0)
 - Verão (DST)
não observado (UTC+0)

Clima

Tropical

Org. internacionais

ONU, UA, CEDEAO, ZPCAS, OCI Francofonia

Cód. ISO
TGO

Cód. Internet

.tg

Cód. telef.

+228

Website governamental

http://www.republicoftogo.com/


Mapa República do Togo






O Togo, oficialmente República Togolesa, é um país africano, limitado a norte por Burkina Faso, a leste pelo Benim, a sul pelo oceano Atlântico e a oeste por Gana. Capital: Lomé. Localizado no oeste da África, Togo é constituído por um estreito território que reúne povos de diferentes origens. O grupo étnico euê, o mais numeroso (45,4% da população), concentra-se no sul, perto do litoral, a região mais desenvolvida. A maioria dos habitantes vive da agricultura, cujos principais produtos são o algodão e a cana-de-açúcar. O país é importante centro de comércio regional graças ao porto de sua capital, Lomé.




Índice






  • 1 História


  • 2 Geografia


  • 3 Demografia


    • 3.1 Cidades mais populosas




  • 4 Política


  • 5 Subdivisões


  • 6 Economia


  • 7 Cultura


  • 8 Referências


  • 9 Ver também


  • 10 Ligações externas





História |



Ver artigo principal: História do Togo

Entre os séculos XIV e XVI, povos de língua ewe, provenientes da Nigéria, colonizaram o atual território do Togo. Outras tribos de língua ane (ou mina) emigraram de regiões hoje ocupadas por Gana e Costa do Marfim, depois do século XVII. Durante o século XVIII, os dinamarqueses praticaram na costa de Togo um lucrativo comércio de entulho. Até o século XIX, o país constituiu uma linha divisória entre os estados indígenas de Ashanti e Daomé.


Em 1847 chegaram alguns missionários alemães e, em 1884, vários chefes da região costeira aceitaram a proteção da Alemanha.[3] A administração alemã, ainda que eficiente, impôs trabalhos forçados aos nativos.


Os alemães foram desalojados durante a Primeira Guerra Mundial e, em 1922, a Liga das Nações dividiu o Togo entre o Reino Unido e a França.[4] Em 1946, esses dois países colocaram seus territórios sob a custódia das Nações Unidas. Em 1960 a porção britânica foi incorporada ao território da Costa do Ouro (atual Gana), enquanto os territórios franceses se transformaram na República Autônoma de Togo em 1956. O país conquistou a independência completa em 1960,[5] embora tenha continuado a manter estreitas relações econômicas com a França.


As relações do Togo com Gana foram difíceis enquanto Kwame Nkrumah presidiu o país vizinho, mas melhoraram após sua deposição. Durante a década de 1960, assassínios políticos e golpes de estado culminaram em 1967 com a ascensão do general Étienne Gnassingbe Eyadema ao poder. Uma nova constituição foi adotada em 1979 e Eyadema proclamou a terceira república togolesa. Em 1982, o fechamento de fronteiras decretado por Gana para conter o contrabando resultou em conflitos entre os dois países. Em 1985, o regime de Eyadema começou a se liberalizar. O general convocou em 1991 uma Conferência Nacional que suspendeu a constituição e elegeu Joseph Koffigoh, um civil, para o cargo de primeiro-ministro.


Em 2006 o governo e a oposição concordam em formar um governo de transição .[6]



Geografia |



Ver artigo principal: Geografia do Togo

Religião: 50% crenças indígenas; 40% cristã; 10% muçulmana.


Índice de pobreza: 40,1% (1996)


Taxa de alfabetização: 46,9% (2003)


Índice de Desenvolvimento Humano: (2007) 0,499 - baixo


PIB: 7000 milhões USD (1981)


PIB por habitante: 1.350 USD (1981)


PNB por volume: 6,2 mil milhões USD


PNB por habitante: 330 USD


Taxa de inflação: 7,2% (1997)


Taxa de desemprego: n.d.


Dívida externa: 1339 milhões USD (1997)


Moeda: franco CFA


Câmbio: 1 F CFA = 0,01


Natureza do Estado: República em transição para o multipartidarismo


Regime Político: presidencial



Demografia |



Ver artigo principal: Demografia do Togo

De acordo com o censo de 2010, divulgado em novembro do referido ano, Togo tem uma população de 6 191 155 habitantes, mais que o dobro do total contabilizado no último censo, em 1981, onde o país registrou uma população de 2 719 567 habitantes. A capital e maior cidade, Lomé, cresceu de 375 499 habitantes em 1981 para 837 437 habitantes em 2010. A aglomeração urbana em torno de Lomé possuía 1 477 660 habitantes no mesmo ano.[7]


Outras grandes cidades em Togo, de acordo com o novo censo, são Sokodé (95 070 habitantes), Kara (94 878 habitantes), Kpalimé (75 084 habitantes), Atakpamé (69 261 habitantes) e Dapaong e Tsévié, com 58 071 e 54 474 habitantes, respectivamente. O Togo é o 107º país mais populoso do mundo, sendo que a maioria da população (65%) vivem em aldeias rurais dedicadas à agricultura ou pastagens. A população de Togo mostra um forte crescimento: Entre 1961 (um ano após a independência) e 2003, quintuplicou.[7]



Cidades mais populosas |










































































Política |



Ver artigo principal: Política do Togo

Pela constituição aprovada por referendo em 1992, o Togo tornou-se república multipartidarista, com um presidente como chefe de estado e um primeiro-ministro como chefe de governo. O poder legislativo é exercido pela Assembléia Internacional.


A forma de governo de Togo é a República Parlamentarista.


Com a morte de Gnassingbe Eyadema a 5 de Fevereiro de 2005 foi imediatamente seguida pela suspensão da Constituição pelo Exército e pela nomeação do filho do falecido presidente. Este antigo coronel tinha aplicado um golpe de estado em 1967 e banido todos os partidos políticos. Em 1981, ele voltou a legalizá-los e, à frente do seu partido, o “Rally do Povo Togolês” (RPT), ganhou as eleições, que foram contestadas pela comunidade internacional.


Foi um dos poucos países a reconhecer Jerusalém como capital de Israel. [8]



Subdivisões |



Ver artigo principal: Subdivisões do Togo

O Togo está dividido em 8 regiões administrativas e a comuna de Lomé, as regiões são:















































Regiões do Togo
Código ISO Região Área (km²)
Capital
TG-M Maritime 6.395
Lomé
TG-P Plateaux 16.974
Atakpamé
TG-C Centrale 13.182
Sokodé
TG-K Kara 11.631
Kara
TG-S Savanes 8.603
Dapaong
Total 56.785



Regiões do Togo.


O Togo se subdivide, ainda, em prefeituras (préfectures, em francês) e são as seguintes:










  • Golfe

  • Zio

  • Vo

  • Lacs

  • Yoto

  • Haho




  • Kloto

  • Wawa

  • Amou

  • Ogou

  • Sotouboua

  • Nyala




  • Tchaoudjo

  • Bassar

  • Assoli

  • Kozah

  • Binah

  • Doufelgou




  • Kéran

  • Oti

  • Tône

  • Tchamba

  • Pagouda





Economia |



Ver artigo principal: Economia do Togo




Lomé, capital do país.


As atividades estão fundamentadas na agricultura de subsistência e de exportação, destacando-se a mandioca, milho, algodão e frutas, como produtos de subsistência, e café, cacau, algodão podre, cocos e frutos tropicais, como produtos exportáveis.


Importam-se da França, Reino Unido e Benelux produtos têxteis, tabaco, maquinarias.


Entre os produtos da industria extrativa mineral destaca-se o fosfato, com ricas reservas exploradas por investidores franceses. Entre as atividades industriais destaca-se a têxtil salientando-se como a primeira em produção em 1966.


A rede de comunicação é precária, com 742 km de rodovias de primeira classe, 560 km de segunda, 440 km de estradas de ferro e um aeroporto.



  • Agricultura: pluma de algodão (52 mil t), caroço de algodão (68 mil t), café (12,1 mil t), cacau (5 mil t), mandioca (570,9 mil t), milho (452 mil t) (1997)

  • Pecuária: bovinos (263,9 mil), ovinos (1,4 milhão), suínos (850 mil), caprinos (1,7 milhão), equinos (4,9 mil), aves (6,4 milhões) (1997)

  • Pesca: 17,1 mil t (1998)

  • Mineração: fosfato de cálcio (2,7 milhões de t) (1996), cádmio, calcário, mármore.

  • Indústria: alimentícia, materiais de construção (cimento), produtos minerais não metálicos (fosfato), siderúrgica (aço). *Exportações: US$ 240 milhões (1998).

  • Importações: US$ 380 milhões (1998).

  • Parceiros comerciais: Gana, China, Nigéria.



Cultura |



Ver artigo principal: Cultura do Togo


Referências




  1. ↑ Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos do Togo


  2. ↑ «Human Development - Indices and Indicators - 2018 Statistical Update» (PDF) (em inglês). Human Development Report (Human Development Report Office) - United Nations Development Programme. Consultado em 29 de setembro de 2018. 


  3. ↑ Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 554 | referencia apenas última informação


  4. ↑ Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 554 | referencia apenas última informação


  5. ↑ Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 554 | não referencia os nomes antigos e completos e o que se passou em 1956


  6. ↑ Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 554


  7. ↑ ab «Données de Recensement - Recensement 1961 1970 1981» (em francês). Direction Générale de la Statistique et de la Comptabilité Nationale. Consultado em 30 de agosto de 2014. 


  8. ↑ Sanz, Juan Carlos (26 de dezembro de 2017). «Israel espera que outros 10 países sigam EUA e Guatemala e transfiram embaixadas para Jerusalém». EL PAÍS 



Ver também |






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Ligações externas |



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