Guerra Civil da Guatemala
| Guerra Civil da Guatemala | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Parte da(o) Conflitos armados na América Central | |||||||
![]() | |||||||
| |||||||
| Combatentes | |||||||
EGP (1972-1996) ORPA (1979-1996) FAR (1962-1996) Apoiados por: | Apoiados por: | ||||||
| Líderes e comandantes | |||||||
| Forças | |||||||
6.000 (1982)[4] 2.000-2.500 (1986-1987)[5] 1.000-2.000 (1988)[5] 1.500-2.000 (1989)[5] 1.000 (1992)[5] 1.500-3.000 (1994)[6] 800-1.100 (1996)[5] | 51.600 (1985)[7] 32.000 (1986)[8] 45.000 (1994)[6] 300.000 (1982)[4] 500.000 (1985)[7] | ||||||
| Cerca de 200.000 mortos no total; entre 1994 e 1996 se desmobilizam cerca de 200.000 paramilitares e 3.000 guerrilheiros; as FAG se reduzem a 28.000 membros.[9] | |||||||
A Guerra Civil da Guatemala foi um conflito armado que decorreu na Guatemala entre 1960 e 1996, entre o governo guatemalteco e vários grupos de guerrilha que se lhe opunham. Estima-se que tenham perdido a vida neste conflito cerca de 150.000 pessoas; outras 40.000 foram consideradas desaparecidas.[10]
Índice
1 Antecedentes
2 Fim da guerra civil
3 Referências
3.1 Bibliografia
4 Ver também
Antecedentes |
Considera-se que a origem da guerra civil na Guatemala remonta a 1954, quando o presidente eleito Jacobo Arbenz foi derrubado através de um golpe de estado,[11] sendo substituído pelo coronel Carlos Castillo Armas, ligado a grupos anticomunistas e a esquadrões da morte. Carlos Castillo foi assassinado em 1957, sendo substituído pelo General Miguel Ydígoras Fuentes, que assumiu o poder em 1958. Em 1960, um grupo de jovens oficiais militares armou uma revolta, que no entanto fracassou. Na sequência, vários deles passaram à clandestinidade e estabeleceram estreitos laços com o governo de Cuba. Este grupo se converteu no núcleo das forças que organizaram a insurreição armada contra o governo durante os 36 anos seguintes.
Nesse período, morreram cerca de 140 mil pessoas em choques envolvendo a guerrilha, forças do governo e população civil. Além dos mortos, houve 44 mil desaparecidos e 50 mil camponeses foram obrigados a deixar suas terras.
Havia quatro principais grupos guerrilheiros de esquerda, que se opunham ao governo: o Exército Guerrilheiro dos Pobres, a Organização Revolucionária do Povo em Armas, as Forças Armadas Rebeldes e o Partido Guatemalteco do Trabalho. Esses grupos levavam a cabo acções de sabotagem e ataques a instalações das forças de segurança governamentais. Em 1982, os quatro grupos uniram-se para formarem a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca.
Fim da guerra civil |
Apenas em 1990 iniciou-se um processo de negociação entre o governo e a guerrilha. Um acordo de cessar-fogo permanente foi assinado em dezembro de 1996[12]. Um dos principais pontos do acordo foi a instituição de uma amnistia geral para os guerrilheiros e para militares, que cometeram abusos no combate aos rebeldes.
O governo guatemalteco, ao se comprometer com as reformas estruturais em troca da paz, e a guerrilha, ao exigir essas reformas e abandonar a luta armada, criam condições para construir o país sobre um alicerce mais justo e civilizado.
Referências
↑ http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB100/Doc9.pdf
↑ [1]
↑ Gilbert Michael Joseph, Daniela Spenser - 2008, pg 151
↑ ab Political terrorism: a new guide to actors, authors, concepts, data bases, theories, & literature, Alex Peter Schmid & A. J. Jongman, pp. 564, Transaction Publishers, 2005. El URNG fue resultado de la fusión de los grupos armados izquierdistas EGP, ORPA, FAR y PGT, apoyados por el FDR de El Salvador y el NDF del Nicaragua. Las PDC fueron milicias locales creadas por el gobierno guatemalteco.
↑ abcde Uppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 51-56.
↑ ab Stedman, 2002: 165
↑ ab María Eugenia Gallardo & José Roberto López (1986). Centroamérica. San José: IICA-FLACSO, pp. 249. ISBN 978-9-29039-110-4.
↑ Moshe Y. Sachs (1988). Worldmark Encyclopedia of the Nations: Americas. Nueva York: Worldmark Press, pp. 156. ISBN 978-0-47162-406-6.
↑ Global security - Guatemala Civil War 1960-1996
↑ National Security Archive Electronic Briefing Book N°. 170 The Guatemalan Police Archives, por Kate Doyle.
↑ National Security Archive Electronic Briefing Book N°. 4 CIA and Assassinations: The Guatemala 1954 Documents, por Kate Doyle e Peter Kornbluh (em inglês).
↑ Guatemala's future. 30 de dezembro de 1996]
Bibliografia |
- Schmid, Alex, & Jongman, Albert (2005) [1988]. Political Terrorism: A new guide to actors, authors, concepts, data bases, theories and literature. Amsterdam; New York: North-Holland; New Brunswick: Transaction Books. ISBN 978-1-41280-469-1.
- Stedman, Stephen John; Donald S. Rothchild & Elizabeth M. Cousens (2002). Ending civil wars: the implementation of peace agreements. Boulder: Lynne Rienner Publishers. ISBN 978-1-58826-083-3.
Ver também |
- Genocídio na Guatemala
- Golpe de Estado na Guatemala em 1954
- Guerra Civil de El Salvador
